📌 Golpes Contra Comerciantes em 2025: Chargebacks, Boletos Falsos e PIX Fraudado — Como se Proteger e os Direitos do Empresário para Reaver Prejuízos

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🔷 Introdução: A Nova Era dos Golpes Empresariais

Se você é comerciante, empresário ou trabalha com vendas online, provavelmente já passou por alguma situação de risco envolvendo fraude, golpe ou tentativa de estelionato.
O que muitos não sabem é que, em 2025, os golpes contra comerciantes explodiram graças à tecnologia, inteligência artificial e falhas de segurança das próprias plataformas de pagamento.

Chargebacks injustos.
Boletos falsos.
PIX com engenharia social.
Clonagem de identidade empresarial.
Golpes usando IA para simular clientes reais.

Este artigo explica como os criminosos atuam, como se proteger e — o mais importante — quais são os direitos do comerciante para recuperar prejuízos, incluindo ação contra bancos, operadoras de cartão, marketplaces e até fornecedores.

Prepare-se: este conteúdo vai abrir seus olhos.


🔷 1. O Chargeback Injusto — O Golpe Que Mais Quebra Pequenas Empresas

O chargeback (estorno compulsório pelo banco da administradora do cartão) é um dos maiores problemas de quem vende online.

Como funciona o golpe

  1. O criminoso compra com cartão clonado → mercadoria enviada.
  2. O verdadeiro dono do cartão contesta → banco estorna.
  3. O comerciante perde o produto e o dinheiro.

Ou pior:

  1. Consumidor mal-intencionado diz que “não recebeu o produto”.
  2. O chargeback é concedido automaticamente pela operadora.

O que 90% dos comerciantes NÃO sabem

📌 A operadora de cartão tem responsabilidade objetiva pela segurança da transação.
📌 Muitos chargebacks podem ser revertidos judicialmente.
📌 Se o lojista seguiu as regras antifraude da plataforma, há direito à indenização.

Base legal

  • CDC — responsabilidade objetiva da fornecedora de serviços.
  • Súmula 479 do STJ — bancos respondem por fraudes internas.
  • Jurisprudência recente favorecendo lojistas.

Ou seja: não é “prejuízo garantido”. Existem caminhos.


🔷 2. Boletos Falsos em Nome da Empresa — O Golpe da Fatura Adulterada

Os criminosos usam sites falsos, e-mails clonados e boletos adulterados com logotipos idênticos aos oficiais.

Quando afeta comerciantes

  • Pagamento de fornecedores
  • Pagamento de tributos
  • Pagamento de aluguel de ponto comercial
  • Pagamento de energia/telefone empresarial
  • Máquinas de cartão

Direito do comerciante

✔ Pode responsabilizar o banco emissor do boleto
✔ Pode responsabilizar o banco recebedor
✔ Pode acionar fornecedor por falha no envio do documento
✔ Pode pleitear devolução em dobro, quando há má-fé

O STJ já decidiu que bancos respondem por boletos adulterados quando falham na verificação da conta recebedora.


🔷 3. O PIX Fraudado Com Engenharia Social Empresarial

Criminosos usam táticas avançadas:

  • Perfil falso de fornecedor oferecendo “desconto”
  • Troca de dados bancários via WhatsApp
  • Golpe do “PIX com erro”
  • E até DeepFake de voz se passando pelo gerente/sócio da empresa

Responsabilidade dos bancos

Hoje, com o Mecanismo Especial de Devolução (MED), o banco tem obrigação de:

  • bloquear valores
  • investigar
  • restituir quando houver falha de segurança

E mais: o comerciante pode pedir indenização por dano material e moral empresarial.


🔷 4. Marketplace e E-commerce: “Venda Cancelada”, Fraudes Internas e Falhas de Logística

Muitos comerciantes pagam caro por:

  • cancelamentos injustos
  • bloqueio de saldo
  • venda entregue e não reconhecida
  • extravio de produto pelos Correios ou transportadora

Quem responde?

✔ Marketplace
✔ Transportadora
✔ Intermediadora de pagamento
✔ Banco custodiante

A responsabilidade é solidária.
O comerciante não pode ser deixado “no prejuízo”.


🔷 5. Deepfake Corporativo — Quando o Golpe Usa a Tecnologia Contra o Comércio

Em 2025, criminosos usam:

  • voz clonada de sócios
  • e-mails idênticos
  • deepfake em videochamadas simulando rostos
  • perfis reais hackeados

Para pedir:

  • pagamentos
  • mudança de dados bancários
  • antecipação de notas fiscais
  • liberação de estoque

E o comerciante não sabe que tem direitos:

📌 A empresa fraudadora pode ser responsabilizada se houve vulnerabilidade no sistema
📌 Banco deve bloquear transações suspeitas
📌 Plataformas devem ressarcir falhas internas


🔷 6. Seus Direitos Como Comerciante (que poucos conhecem)

1) Direito à Indenização por Prejuízo

Se houver falha:

  • da máquina de cartão
  • do sistema da operadora
  • do banco
  • da plataforma
  • do marketplace

→ Você pode pedir devolução total + danos morais + lucros cessantes.

2) Responsabilidade Objetiva

O comerciante não precisa provar culpa.
Só o dano e o nexo.

3) Responsabilidade Solidária

Pode acionar todos os envolvidos:

  • banco
  • operadora
  • plataforma
  • transportadora
  • fornecedor

Quem pagar, depois se acerta internamente.

4) Direito ao MED no PIX

• → Bloqueio
• → Investigação
• → Restituição


🔷 7. Como se Proteger (Checklist Essencial 2025)

✔ Segurança de pagamentos

  • Autenticação em 2 fatores
  • Verificação de IPs suspeitos
  • Conciliação diária automática

✔ Segurança interna

  • Senhas diferentes para cada funcionário
  • Controle de acessos por setor
  • Dupla autenticação financeira

✔ Segurança documental

  • Conferir CNPJ recebedor
  • Usar leitura automática de QR Code
  • Usar boletos autenticados

✔ Segurança digital

  • Antivírus empresarial
  • E-mail corporativo com proteção
  • Firewall anti-phishing

✔ Segurança jurídica

  • Contratos claros
  • Termos de venda protegidos
  • Política antifraude documentada
  • Registro de conversas e chamadas

🔷 Conclusão – O Comerciante Não Está Sozinho

2025 é o ano em que os criminosos estão mais tecnológicos — mas a lei está cada vez mais do lado do comerciante.

Você pode:

✔ Reaver chargeback
✔ Recuperar PIX fraudado
✔ Ser indenizado por plataforma
✔ Acionar banco
✔ Responsabilizar transportadora
✔ Impedir prejuízo por deepfake
✔ Obter danos materiais e morais

O que falta para a maioria das empresas?
Conhecimento.

E aqui você está sempre um passo à frente.

Autor

  • Dr Roberto V. Villela Nunes

    Dr. Roberto V. Villela Nunes é advogado com mais de 30 anos de experiência, atuando nas áreas Cível, Trabalhista, Previdenciária. Ex-professor universitário de Prática Jurídica, especialista em diversas áreas do Direito e idealizador do OpinionJus.

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