🧾 INSS Negou Benefício Mesmo com Laudos: Como Reverter e Garantir Seu Direito

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Receber a negativa do INSS, mesmo apresentando laudos médicos, exames, relatórios e atestados, é uma das situações mais revoltantes para o segurado.
A sensação é de injustiça absoluta:

“Como podem negar se o médico comprovou?”
“Para que servem os laudos então?”
“O perito nem olhou meus exames!”

⚠️ A verdade é dura, mas libertadora:
👉 O INSS nega benefícios mesmo quando o segurado tem razão.
👉 Isso é comum.
👉 E na maioria das vezes, é totalmente reversível.

Neste artigo completo, você vai entender por que o INSS nega benefícios mesmo com laudos, quais erros são mais comuns, como reverter administrativamente ou judicialmente e o que realmente faz o INSS ou o juiz conceder o benefício.


🎯 Por Que o INSS Nega Benefício Mesmo com Laudos?

Essa é a primeira pergunta que todo segurado faz.
E a resposta envolve estrutura, metas e critérios internos, não necessariamente justiça.

🔹 1. O Perito do INSS Não é Seu Médico

Esse ponto é fundamental.

  • O médico assistente acompanha você
  • O perito do INSS avalia apenas para fins previdenciários
  • A perícia não é tratamento, é ato administrativo

📌 O perito pode:

  • Discordar do seu médico
  • Minimizar a gravidade
  • Considerar que há “capacidade residual”

👉 Isso não significa que o perito esteja certo.


🔹 2. Perícias Rápidas e Superficiais

Infelizmente, é comum:

  • Perícia de 5 minutos
  • Pouca análise de exames
  • Falta de leitura do laudo completo

📌 Isso gera negativas automáticas, especialmente em:

  • Auxílio-doença
  • Aposentadoria por incapacidade
  • BPC/LOAS

⚠️ Rapidez não é sinônimo de correção.


🔹 3. Foco Excessivo na Capacidade, Não na Realidade

O INSS avalia:

  • Capacidade “teórica”
  • Possibilidade abstrata de trabalho

Mas ignora muitas vezes:

  • Idade
  • Escolaridade
  • Tipo de profissão
  • Mercado de trabalho real

👉 Isso é erro jurídico, reconhecido pelos tribunais.


📜 O Que Diz a Lei Sobre Laudos Médicos?

A legislação previdenciária não despreza laudos médicos particulares.

🔹 Lei 8.213/91

Reconhece a incapacidade como fator determinante para concessão de benefícios.

🔹 Constituição Federal

Garante:

📌 O problema não é a lei.
📌 O problema é a aplicação administrativa do INSS.


🩺 Laudo Médico Particular Vale Contra o INSS?

👉 SIM. E muito.

O laudo particular:

  • Não pode ser ignorado
  • Deve ser analisado
  • Pode prevalecer judicialmente

📌 Especialmente quando:

  • É detalhado
  • Indica CID
  • Explica limitações
  • Demonstra incapacidade para a atividade habitual

👉 Na Justiça, laudos bem feitos têm enorme peso.


❌ Erros Mais Comuns do INSS ao Negar Benefícios

🔸 Ignorar exames de imagem

Ressonância, tomografia, raio-X.

🔸 Desconsiderar doenças crônicas

Como:

  • Hérnia de disco
  • Depressão grave
  • Transtornos psiquiátricos
  • Doenças ortopédicas degenerativas

🔸 Avaliar apenas “se pode trabalhar”, e não “se consegue”

Diferença sutil, mas decisiva.


🔄 Como Reverter a Negativa do INSS (Passo a Passo)

Aqui entra a parte estratégicamente decisiva.


🟢 1. Recurso Administrativo no INSS

Após a negativa, é possível:

  • Apresentar recurso
  • Juntar novos documentos
  • Reforçar laudos

📌 Vantagem: custo zero
📌 Desvantagem: baixo índice de deferimento

👉 Serve mais como etapa preparatória.


🟢 2. Novo Pedido com Laudo Mais Forte

Muitos casos são revertidos quando:

  • O laudo é refeito
  • O médico descreve limitações funcionais
  • A incapacidade é vinculada à profissão

📌 Exemplo:

“Incapaz para atividades que exijam esforço físico, postura prolongada ou atenção contínua.”


🟢 3. Ação Judicial Contra o INSS (Onde Tudo Muda)

Aqui está o divisor de águas.

Na Justiça:

  • perícia judicial independente
  • O juiz não está vinculado ao INSS
  • O laudo judicial é mais técnico e aprofundado

👉 Estatisticamente, as chances aumentam muito.


⚖️ A Perícia Judicial é Diferente da do INSS?

👉 Totalmente.

Diferenças principais:

INSSJustiça
Pressão por produtividadeSem metas
Perícia rápidaPerícia detalhada
Interesse administrativoInteresse técnico
Negativas frequentesAnálise individual

📌 Por isso, muitos benefícios só saem na Justiça.


🧠 O Que Realmente Faz o Juiz Conceder o Benefício?

Aqui entra a visão de Mestre e MBA.

🔑 Fatores decisivos:

  • Qualidade do laudo médico
  • Coerência entre doença e profissão
  • Idade do segurado
  • Histórico profissional
  • Dificuldade de reabilitação

👉 Não é só a doença.
👉 É o conjunto da vida do segurado.


🧾 Tipos de Benefícios Mais Negados Mesmo com Laudos

  • Auxílio-doença
  • Aposentadoria por incapacidade permanente
  • BPC/LOAS
  • Auxílio-acidente

📌 Todos eles têm altíssimo índice de concessão judicial.


💰 Recebe os Atrasados se Ganhar?

👉 SIM.

Se o juiz concede:

  • O benefício passa a ser pago
  • O INSS paga os valores atrasados
  • Pode haver correção e juros

📌 Em muitos casos, o segurado recebe valores acumulados significativos.


⏱️ Quanto Tempo Leva um Processo Contra o INSS?

Depende:

  • Juizado Especial → mais rápido
  • Justiça Federal comum → mais completo

📌 Mas liminar pode ser concedida em casos graves.


⚠️ Posso Trabalhar Enquanto Recorro?

Depende do caso.
Essa decisão exige orientação técnica, pois pode impactar o benefício.

👉 Tema que conecta com próximos artigos do bloco 👀


🧠 Erros do Segurado que Prejudicam o Pedido

  • Laudo genérico
  • Falta de CID
  • Não vincular a profissão
  • Omitir histórico médico
  • Aceitar negativa como definitiva

📌 Informação muda tudo.


🧠 Conclusão – Aqui Está a Verdade Que Poucos Dizem

O INSS nega benefícios mesmo com laudos, sim.
Mas isso não significa que o segurado não tenha direito.

📌 A negativa administrativa não é o fim
📌 A Justiça corrige muitos erros do INSS
📌 Laudos bem feitos fazem toda a diferença
📌 Persistência é estratégia, não teimosia

👉 Quem insiste com técnica, vence.

Autor

  • Dr Roberto V. Villela Nunes

    Dr. Roberto V. Villela Nunes é advogado com mais de 30 anos de experiência, atuando nas áreas Cível, Trabalhista, Previdenciária. Ex-professor universitário de Prática Jurídica, especialista em diversas áreas do Direito e idealizador do OpinionJus.

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