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A violência contra crianças e adolescentes mudou drasticamente nos últimos anos. Se antes a preocupação era “com quem a criança anda na rua”, hoje o perigo está:
- dentro do celular,
- nos aplicativos,
- nos jogos online,
- nas redes sociais,
- e até em plataformas supostamente “educativas”.
Em 2025, pesquisas do UNICEF, SaferNet e tribunais brasileiros mostram que a violência digital cresceu mais rápido do que qualquer outro tipo de violência infantil. A internet se tornou o principal ambiente de risco para menores — e a maioria dos pais não percebe.
Este artigo traz:
- as 11 novas formas de violência digital que surgiram ou se intensificaram em 2025;
- como identificar os sinais;
- como documentar as provas;
- como acionar a Justiça;
- quais direitos o ECA garante;
- e um guia prático para proteger crianças e adolescentes.
Prepare-se: este conteúdo é profundo, revelador e essencial.
🧨 1. Perfis Falsos Criados Para Rastrear a Criança (Shadow Profiling Infantil)
Criminosos criam perfis falsos que:
- adicionam amigos reais da criança,
- seguem influencers infantis,
- interagem em jogos,
- copiam fotos públicas dos pais.
É uma forma moderna de grooming silencioso.
Sinais de alerta:
- solicitações de amizade estranhas;
- contas com poucas postagens;
- conversas apagadas no chat;
- supostos “amigos novos” com nome genérico.
Medida jurídica: denúncia imediata ao provedor + registro policial (art. 241-E do ECA).
🧨 2. Inteligência Artificial Usada Para Criar Imagens Ilegais da Criança
Em 2025 explodiu o uso de IA para:
- manipular fotos da criança,
- criar imagens sexualizadas,
- simular conversas,
- falsificar vídeos.
É uma violência digital gravíssima que exige ação rápida.
Como agir:
- registrar BO,
- solicitar remoção via notificação extrajudicial,
- acionar vara especializada da infância,
- pedir danos morais em nome da criança.
🧨 3. Vazamento de Dados Escolares e de Saúde
Hackers estão invadindo:
- sistemas escolares,
- plataformas de psicologia infantil,
- teleconsulta pediátrica,
- aplicativos de transporte escolar.
E vendem os dados das crianças na dark web.
Risco:
- sequestro digital,
- golpes direcionados,
- extorsão aos pais.
Base legal: LGPD + ECA + responsabilidade objetiva da instituição.
🧨 4. Extorsão Emocional em Jogos Online (Pay or Lose Everything)
Criminosos se infiltram em salas de jogos infantis e:
- ameaçam excluir o avatar,
- tomar itens,
- punir o jogador,
- “banir” a conta.
Para isso, exigem:
- fotos,
- dinheiro,
- informações pessoais.
Essa nova forma de violência cresceu 400% em 2025.
🧨 5. Cyberbullying Estratégico em Grupos Fechados
O bullying digital agora ocorre em:
- grupos paralelos,
- contas secundárias,
- servidores privados,
- chats ocultos dentro dos apps.
A criança muitas vezes nem sabe que está sendo atacada.
Sinais:
- ansiedade após pegar o celular,
- queda no desempenho escolar,
- isolamento repentino.
Base jurídica: art. 17 e 18 do ECA (integridade e dignidade).
🧨 6. Hackeamento de Contas de Crianças
Criminosos entram em:
- contas de jogos,
- perfis sociais,
- usuários de tablets,
- plataformas de streaming infantil.
E exigem resgate.
Muitas plataformas culpam os pais — mas juridicamente isso é responsabilidade do provedor (art. 14 do CDC + jurisprudência STJ).
🧨 7. Grooming por Inteligência Artificial com Voz Sintética
O criminoso usa IA para:
- imitar voz de criança,
- imitar voz de adulto “conhecido”,
- criar avatar digital,
- fingir ser colega de escola.
O grooming em 2025 é quase imperceptível.
🧨 8. Influencers Infantis Sendo Alvos de Exploração Financeira
Crianças com perfis de:
- dança,
- jogos,
- humor,
- moda,
- slime,
- ASMR…
…estão sendo abordadas por:
- “agentes falsos”,
- empresas que não existem,
- convites fraudulentos,
- propostas de contratos absurdos.
A exploração financeira infantil agora é digital e invisível.
🧨 9. Compartilhamento Não Consentido de Imagens Entre Crianças
Os tribunais registraram aumento de:
- nudez infantil trocada entre menores;
- gravações íntimas;
- exposição dentro da escola;
- vazamento de vídeos em grupos fechados.
Mesmo quando há consentimento entre adolescentes, a lei é clara:
👉 é crime e gera responsabilização civil dos pais ou responsáveis.
🧨 10. Deepfake de Voz Para Enganar Pais
Criminosos usam:
- 10 segundos da voz da criança
- e criam ligações falsas pedindo ajuda.
Exemplo real de 2025:
Pais receberam ligação da suposta “filha chorando” — um deepfake perfeito.
🧨 11. Chantageamento Afetivo Virtual (“Amigo Secreto Digital”)
Grupos de adolescentes criam dinâmicas perigosas:
- “missões” para se manter no grupo,
- desafios humilhantes,
- chantagens emocionais,
- trocas de fotos íntimas.
É a nova forma de violência psicológica digital.
🛡️ Como Identificar Que a Criança Está Sofrendo Violência Digital
Check-list rápido:
- mudanças repentinas de humor,
- recusa em ir à escola,
- medo do celular ou do computador,
- isolamento repentino,
- alterações de sono,
- queda nas notas,
- irritabilidade após jogos online.
Um único desses sinais já justifica investigação.
🧾 Como os Pais Devem Agir (Guia Prático Completo)
1. Documentar Tudo
- capturas de tela,
- links,
- datas,
- conversas,
- prints de perfis.
2. Fazer Boletim de Ocorrência (Delegacia da Criança ou Delegacia de Crimes Digitais)
3. Notificar a Plataforma por Escrito (Responsabilidade Objetiva)
4. Acionar o Ministério Público da Infância
5. Requerer Medidas Urgentes na Vara da Infância
- busca e apreensão digital,
- bloqueio de contas,
- retirada imediata de conteúdo,
- preservação de provas.
6. Ação Judicial Por Danos Morais em Nome da Criança
Valores comuns em 2024–2025:
R$ 5.000 a R$ 80.000, podendo ultrapassar R$ 150.000 em casos graves (grooming, deepfake, exposição íntima).
👨⚖️ Base Jurídica – Onde os Pais Podem Se Apoiar
- ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente
Artigos 4, 5, 17, 18, 241-A a 241-E. - Lei Carolina Dieckmann
Crimes informáticos. - LGPD (Dados pessoais de crianças – art. 14)
- Marco Civil da Internet
Responsabilidade por descumprimento de ordem judicial. - CDC
Responsabilidade objetiva de apps e plataformas. - Constituição Federal (arts. 227 e 229)

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