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A isenção do Imposto de Renda para pessoas com doenças graves é um dos direitos mais importantes — e menos conhecidos — da legislação brasileira. Todos os anos, milhares de pessoas continuam pagando imposto sem necessidade simplesmente porque não sabem que têm direito à isenção. Outras até sabem, mas não entendem como funciona o processo, quais documentos precisam, ou acreditam que somente quem está aposentado pode solicitar.
A verdade é que a isenção pode significar um alívio financeiro enorme, principalmente em um momento em que o cidadão enfrenta gastos médicos, exames, medicamentos e acompanhamento constante. Por isso, conhecer esse direito é essencial.
Neste artigo, você vai entender quem realmente tem direito, como funciona a solicitação, quais doenças garantem a isenção, como recuperar valores pagos, quando a isenção vale para rendimentos em atividade, e por que muitos pedidos são negados — além de como evitar erros que podem atrasar o processo.
O Que é a Isenção de Imposto de Renda por Doença Grave?
É o direito de não pagar Imposto de Renda sobre determinados rendimentos quando a pessoa é portadora de uma das doenças graves previstas em lei.
A isenção não tem caráter assistencial: não importa a renda, a classe social ou o valor recebido. O que importa é o diagnóstico.
Quem Tem Direito?
A legislação garante o direito a pessoas com doenças graves, recebendo:
- aposentadoria
- reforma
- pensão
- proventos de CLT ou serviço público, dependendo do caso
- complementações de previdência privada (em algumas situações judiciais)
E o ponto mais polêmico:
➡ Pode ter direito mesmo quem ainda está trabalhando?
A Justiça tem reconhecido que sim, desde que a doença esteja comprovada com laudo pericial e seja permanente ou incapacitante.
Para o INSS, a regra principal é a isenção somente sobre aposentadorias, mas decisões judiciais ampliam esse direito.
Quais Doenças Dão Direito à Isenção?
A lei traz uma lista clara. Entre as doenças graves mais comuns estão:
- Câncer (neoplasia maligna)
- Cardiopatia grave
- Doença de Parkinson
- Esclerose múltipla
- Nefropatia grave
- Hepatopatia grave
- AIDS
- Tuberculose ativa
- Hanseníase
- Alienação mental
- Paralisia irreversível
- Doenças incapacitantes relativas ao trabalho
- Espondiloartrose anquilosante
- Contaminação por radiação
Importante:
Não importa se a doença surgiu antes ou depois da aposentadoria. O direito nasce a partir do diagnóstico.
O Que a Pessoa Precisa Para Solicitar?
O documento essencial é o laudo médico oficial, emitido por:
- serviço médico do INSS,
- serviço médico oficial federal, estadual ou municipal,
- ou laudo particular, em alguns casos aceitos judicialmente.
Como Solicitar a Isenção?
1. Para Aposentados e Pensionistas do INSS
Solicitação via Meu INSS:
- Acessar Meu INSS
- Buscar por “Isenção de Imposto de Renda”
- Anexar laudos e documentos
- Aguardar análise
2. Servidor Público
A solicitação é feita no órgão de origem.
3. Via Judicial
Quando o órgão nega injustamente, a Justiça pode:
- determinar a isenção
- ordenar devolução de valores pagos nos últimos cinco anos
Posso Recuperar Valores Já Descontados?
Sim!
É possível pedir restituição retroativa dos últimos 5 anos, corrigida.
Muita gente recupera valores altos sem saber que tinha esse direito.
Por Que Pedidos São Negados?
Os erros mais comuns:
❌ Laudo médico incompleto
❌ Diagnóstico sem CID
❌ Falta de indicação de caráter permanente
❌ O órgão entende que a doença está “controlada”
❌ Documentos desatualizados
Quando isso ocorre, a saída é o pedido judicial, onde perícias costumam ser mais detalhadas.
Dicas Práticas Para Aumentar as Chances de Aprovação
✔ Laudo com CID, histórico da doença e evolução
✔ Indicação de caráter irreversível ou permanente
✔ Exames recentes anexados
✔ Comprovação de tratamento contínuo
✔ Atestado de especialista
Conclusão
A isenção de Imposto de Renda por doença grave é um dos direitos mais relevantes e que mais impactam o orçamento familiar — especialmente em momentos de vulnerabilidade.
Conhecer e exigir esse direito não é favor: é lei.
E muitas vezes, solicitar a isenção e recuperar valores pode significar maior dignidade, tranquilidade e segurança financeira para o cidadão.

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