🛑 Golpes pelo WhatsApp: Como se Proteger e o Que Fazer se Cair em um

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📱 O perigo por trás de uma simples mensagem

O WhatsApp é hoje o principal meio de comunicação no Brasil — e também um dos maiores alvos de criminosos digitais.
Todos os dias, milhares de pessoas caem em golpes que simulam conversas de bancos, lojas, parentes ou órgãos públicos, resultando em transferências indevidas e prejuízos financeiros.

Mas afinal, como esses golpes funcionam? E quais são os direitos do consumidor quando isso acontece?


💬 Tipos de golpes mais comuns no WhatsApp

  1. Clonagem de conta
    O golpista se passa por um atendente, empresa ou órgão público, e pede que a vítima confirme um “código de segurança” — que, na verdade, é o código de verificação do WhatsApp.
    Com isso, o criminoso toma o controle da conta e começa a pedir dinheiro a contatos.
  2. Falso parente pedindo ajuda
    Um dos golpes mais antigos e ainda eficazes: o criminoso se passa por um filho, sobrinho ou amigo, diz que “trocou de número” e pede uma transferência urgente via Pix.
  3. Golpe do falso suporte bancário
    O criminoso se apresenta como funcionário de banco, informa supostas “atividades suspeitas” na conta e induz o consumidor a transferir o dinheiro para uma “conta segura”.
    Resultado: o valor vai direto para os golpistas.
  4. Promoções e sorteios falsos
    Links falsos prometem prêmios, descontos, cupons ou brindes. Ao clicar, o usuário é levado a páginas falsas que roubam dados pessoais e bancários.

⚖️ O que diz a Lei sobre esses golpes?

Segundo o Código de Defesa do Consumidor (CDC), o consumidor não pode ser responsabilizado por fraudes que não deu causa direta, especialmente quando há falha na segurança de instituições financeiras ou operadoras.

🔹 Art. 14 do CDC:

O fornecedor responde pelos danos causados por defeitos relativos à prestação dos serviços, independentemente de culpa.

Ou seja, o banco e as operadoras podem ser responsabilizados, caso não adotem medidas eficazes de segurança.


🧾 O que fazer se você caiu em um golpe

  1. 🚨 Avise imediatamente seu banco
    Peça o bloqueio da conta ou da transação. Muitos bancos possuem canal específico para fraudes via WhatsApp.
  2. 📋 Registre um Boletim de Ocorrência (B.O.)
    Pode ser feito online. É fundamental para abrir investigação e tentar recuperar o valor.
  3. 🧑‍⚖️ Procure o Procon ou o Juizado Especial Cível
    Se houver negligência do banco, você pode pedir indenização por dano material e moral.
  4. 🔐 Reforce sua segurança digital
    • Ative a verificação em duas etapas no WhatsApp.
    • Nunca envie códigos, dados bancários ou fotos de documentos.
    • Desconfie de “urgências” e confirme a identidade da pessoa por ligação.

🧠 Dica educativa visual (figura explicativa)

Infográfico: “Como identificar um golpe no WhatsApp”
🔹 Mensagem com senso de urgência (“me ajuda agora!”)
🔹 Pedido de Pix ou código de segurança
🔹 Erros de português ou escrita diferente da habitual
🔹 Conta recém-criada (sem foto, sem status)
🔹 Links suspeitos


💡 Você sabia?

De acordo com dados do Serasa Experian, a cada 7 segundos um brasileiro sofre tentativa de fraude digital.
E mais: o WhatsApp é responsável por quase 70% das comunicações fraudulentas.


⚖️ Seus direitos em caso de golpe

Se a fraude ocorrer por falha na segurança do banco ou operadora, o consumidor tem direito à devolução integral do valor e, em muitos casos, indenização por dano moral.

📚 Exemplo real:
Em 2024, o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou um banco a devolver R$ 12 mil a um cliente vítima de golpe via WhatsApp, pois o sistema de segurança não identificou movimentações fora do padrão.


🛡️ Conclusão: informação é a sua melhor defesa

Evitar golpes exige atenção, desconfiança saudável e informação.
O WhatsApp é uma ferramenta útil, mas pode se tornar perigosa quando usada por criminosos.

➡️ Compartilhe este conteúdo com familiares e amigos — especialmente idosos — e ajude a combater fraudes digitais.
Afinal, prevenir é sempre o melhor remédio!

Autor

  • Dr Roberto V. Villela Nunes

    Dr. Roberto V. Villela Nunes é advogado com mais de 30 anos de experiência, atuando nas áreas Cível, Trabalhista, Previdenciária. Ex-professor universitário de Prática Jurídica, especialista em diversas áreas do Direito e idealizador do OpinionJus.

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